segunda-feira, 18 de julho de 2016

Umas férias de sonho!

Certo dia, uma pequena família decidiu ir passar férias às Caraíbas.
Quando chegaram às Caraíbas, esta pequena família instalou-se logo num hotel junto à praia.
Já no hotel, um dos filhos, que se chamava Diogo, teve uma grande ideia:
- Que tal irmos para a praia apanhar conchas e búzios?
E a irmã chamada Maria com muito entusiasmo disse:
-Siiiiiim ! E depois podíamos fazer uma sequência de dois em dois?!
E eles foram contentes para a praia sem avisar os pais. Meu dito meu feito e, como era combinado foram apanhar as conchas e os búzios para fazerem a tal sequência de dois em dois.
Como já tinham passado algumas horas e o Diogo e a Maria nunca mais apareciam, os pais resolveram procura-los para irem todos juntos ao parque aquático. Como os não encontraram, ficaram muito preocupados.
Já o Diogo e a Maria não estavam preocupados, estavam demasiado ocupados a contar as conchas e os búzios:
-Um, dois, três, quatro, cinco…
O Diogo, a certa altura, lembrou-se que tinham de ir para casa e disse à Maria:
- Vamos para casa.
-Está bem.- Disse a Maria já farta de contar – mas olha que eu não sei o caminho para o hotel.
-Nem eu - disse o Diogo muito preocupado.
Diogo começou a lembrar-se dos vários filmes de sobrevivência que tinha visto ao longo deste tempo todo e, então achando-se um grande sobrevivente disse à Maria:
-Tenho uma ideia! Vamos desenhar uma circunferência com um raio de 6 cm que vai ser o nosso mapa para voltarmos são e salvos para casa sem problemas nenhuns! Mas se tu preferires podemos seguir as nossas pegadas que mal conseguimos ver, Maria – diz o Diogo com ironia.
-Ou então podemos ir comprar o mapa da praia àquele senhor.- Disse Maria com um ar de gozo para Diogo - Portanto podes emprestar-me algum dinheiro, é que eu não trouxe nenhum.
- Ma…ma…mas eu também não trouxe!
Sentaram-se na areia molhada e começaram a pensar, a pensar, a pensar até que o Diogo se levantou e disse:
- Eu tenho uma ideia! Vamos vender os colares de sequências que fizemos com os búzios e as conchas!
Só que havia um pequeno problema, iam vender a quem? Decidiram, então, fazer uma troca por troca. Para explicar melhor, os nossos amigos decidiram trocar todos os colares que fizeram pelo mapa de toda a praia. Para isso, aproximaram-se do vendedor de mapas para tentarem fazer negócio.
De repente, Maria reparou em algo de estranho:
- Diogo não troques o mapa pelos colares, é uma fraude! Eu reparei que o mapa não tinha certos pormenores que eu conheço. No pouco tempo que cá estive reparei em certas coisas que não estão no mapa.
Como o homem não tinha o mapa certo, talvez pudessem pedir-lhe a informação de como voltar para o hotel.
Assim, dirigiram-se ao homem e o Diogo perguntou-lhe:
- Conhece toda esta área? Precisamos de voltar para o hotel onde estamos hospedados.
- Sim conheço, mas não vos digo. Comprem o mapa e saberão como lá chegar.
Como não estavam interessados, Diogo e Maria foram pesquisar o perímetro da praia, para verem se encontravam alguém para os ajudarem a regressar ao hotel.
Entretanto, os pais dos nossos pequenos heróis continuavam muito preocupados com o desaparecimento dos seus filhos e, por isso, já tinham decidido contactar a polícia com o objetivo de se iniciar uma busca para os encontrar. Tinham esperança que com as buscas a polícia os encontrariam mais rapidamente.
Na praia, o Diogo e a Maria estavam preocupados, porque não encontravam ninguém. Mas, quando menos esperavam, encontraram uma coisa que os fascinou bastante, era um telemóvel.
-Um telemóvel que bom! Nunca estive tão feliz na minha vida! - disse Diogo.
Maria muito feliz pegou no telemóvel, mas obviamente o universo não queria que eles chegassem ao hotel, pois o telemóvel estava sem bateria.
-Que seca. A minha felicidade esgotou-se depressa.- disse o Diogo.
-Bem, a nossa única alternativa é continuar a andar até encontrarmos alguém.- disse a Maria tristemente.
Felizmente, os nossos amigos conseguiram encontrar um pescador que parecia ser muito velho.
Então esse tal pescador diz com muito carinho aos dois irmãos:
- Olá crianças! Têm aspeto de estarem cheios de fome e muito cansados… O que vos aconteceu? – disse o pescador.
- Nós viemos apanhar conchas e búzios, sem os nossos pais saberem e acabamos por nos perder – disseram eles muito infelizes.
- Antes de vos ajudar a encontrar o hotel é melhor comerem qualquer coisa. Ainda bem que acabei de pescar umas boas sardinhas para assar. Ajudam-me a fazer uma fogueira? – propôs o pescador.
Os irmãos aceitaram a proposta do pescador porque estavam cheios de fome. Foram à procura de paus para fazerem a tal fogueira e, quando já tinham madeira suficiente, o pescador assou as sardinhas para finalmente as comerem.
Quando acabaram de comer adormeceram de imediato, tal era o cansaço. O pescador continuou a pescar enquanto tomava conta deles.
Entretanto, a polícia, que andava à procura das crianças, dirigiu-se ao pescador e perguntou:
- Por acaso, viu duas crianças sozinhas aqui na praia?
- Que estranho, estive mesmo agora a cuidar de duas crianças que apareceram aqui cheias de fome e muito cansadas. Estão ali a dormir. – Apontou o pescador para um lugar mais afastado.
A polícia telefonou, de imediato, para os pais das crianças para os tranquilizar e lhes perguntar se queriam vir ter com eles. Como os pais estavam muito preocupados disseram logo que iam à praia ao encontro dos seus filhos.
  Quando os pais chegaram, acordaram as crianças com uma mistura de alegria e raiva. Continuavam zangados com o comportamento dos seus filhos.
Diogo e Maria, ainda sonolentos, ficaram surpreendidos e felizes abraçaram os pais.
Os pais, aliviados por os terem encontrado, regressaram ao hotel onde iriam ter uma conversa muito séria acerca do que se passou.
Quando chegaram ao quarto do hotel, Diogo e Maria contaram tudo o que se tinha passado.
- Apesar de tudo, tiveram sorte. As pessoas que encontraram enquanto estiveram perdidos poderiam ser más e acontecer-vos algo desagradável. Por outro lado, foram muito mal comportados por terem saído do hotel sem falarem connosco. Que seja a última vez que nos pregam um susto destes, ouviram? – disse o pai.
- Foi muito feio o que fizeram. Que boa maneira de começar as férias! - diz a mãe muito zangada com os dois irmãos.
- Mas passado é passado, por isso vamos esquecer o que se passou e amanhã vamos conhecer melhor este sítio paradisíaco onde estamos. - disse a Maria a tentar mudar de assunto.
- Portanto, amanhã vamos todos ao parque aquático muito felizes, como se nada tivesse acontecido… - disse o Diogo com ar de inocente.
No dia seguinte foram ao parque aquático e a Maria, como é tão medricas, não andou em quase nada, já o Diogo quis andar em todos os divertimentos.
Os restantes dias de férias foram passados a visitar os locais mais importantes da localidade, a experimentar a gastronomia, e, essencialmente, a fazer praia. As Caraíbas é o local ideal para dar uns bons mergulhos no mar e apanhar banhos de sol. É claro que a Maria não se esqueceu de fazer algumas compras.
Quanto ao primeiro dia de férias foi quase esquecido, mas a lição que aprenderam foi importante porque não voltam a cometer o mesmo erro. Umas férias que seriam de sonho poderiam ter-se transformado num pesadelo.



Gonçalo Gandra  6ºA  (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")

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