Certo
dia, uma pequena família decidiu ir passar férias às Caraíbas.
Quando
chegaram às Caraíbas, esta pequena família instalou-se logo num hotel junto à
praia.
Já
no hotel, um dos filhos, que se chamava Diogo, teve uma grande ideia:
-
Que tal irmos para a praia apanhar conchas e búzios?
E
a irmã chamada Maria com muito entusiasmo disse:
-Siiiiiim
! E depois podíamos fazer uma sequência de dois em dois?!
E
eles foram contentes para a praia sem avisar os pais. Meu dito meu feito e, como
era combinado foram apanhar as conchas e os búzios para fazerem a tal sequência
de dois em dois.
Como
já tinham passado algumas horas e o Diogo e a Maria nunca mais apareciam, os pais
resolveram procura-los para irem todos juntos ao parque aquático. Como os não
encontraram, ficaram muito preocupados.
Já
o Diogo e a Maria não estavam preocupados, estavam demasiado ocupados a contar
as conchas e os búzios:
-Um,
dois, três, quatro, cinco…
O
Diogo, a certa altura, lembrou-se que tinham de ir para casa e disse à Maria:
-
Vamos para casa.
-Está
bem.- Disse a Maria já farta de contar – mas olha que eu não sei o caminho para
o hotel.
-Nem
eu - disse o Diogo muito preocupado.
Diogo
começou a lembrar-se dos vários filmes de sobrevivência que tinha visto ao
longo deste tempo todo e, então achando-se um grande sobrevivente disse à
Maria:
-Tenho
uma ideia! Vamos desenhar uma circunferência com um raio de 6 cm que vai ser o
nosso mapa para voltarmos são e salvos para casa sem problemas nenhuns! Mas se
tu preferires podemos seguir as nossas pegadas que mal conseguimos ver, Maria –
diz o Diogo com ironia.
-Ou
então podemos ir comprar o mapa da praia àquele senhor.- Disse Maria com um ar
de gozo para Diogo - Portanto podes emprestar-me algum dinheiro, é que eu não
trouxe nenhum.
-
Ma…ma…mas eu também não trouxe!
Sentaram-se
na areia molhada e começaram a pensar, a pensar, a pensar até que o Diogo se
levantou e disse:
-
Eu tenho uma ideia! Vamos vender os colares de sequências que fizemos com os
búzios e as conchas!
Só
que havia um pequeno problema, iam vender a quem? Decidiram, então, fazer uma
troca por troca. Para explicar melhor, os nossos amigos decidiram trocar todos
os colares que fizeram pelo mapa de toda a praia. Para isso, aproximaram-se do
vendedor de mapas para tentarem fazer negócio.
De
repente, Maria reparou em algo de estranho:
-
Diogo não troques o mapa pelos colares, é uma fraude! Eu reparei que o mapa não
tinha certos pormenores que eu conheço. No pouco tempo que cá estive reparei em
certas coisas que não estão no mapa.
Como
o homem não tinha o mapa certo, talvez pudessem pedir-lhe a informação de como
voltar para o hotel.
Assim,
dirigiram-se ao homem e o Diogo perguntou-lhe:
-
Conhece toda esta área? Precisamos de voltar para o hotel onde estamos
hospedados.
-
Sim conheço, mas não vos digo. Comprem o mapa e saberão como lá chegar.
Como
não estavam interessados, Diogo e Maria foram pesquisar o perímetro da praia,
para verem se encontravam alguém para os ajudarem a regressar ao hotel.
Entretanto,
os pais dos nossos pequenos heróis continuavam muito preocupados com o
desaparecimento dos seus filhos e, por isso, já tinham decidido contactar a
polícia com o objetivo de se iniciar uma busca para os encontrar. Tinham
esperança que com as buscas a polícia os encontrariam mais rapidamente.
Na
praia, o Diogo e a Maria estavam preocupados, porque não encontravam ninguém.
Mas, quando menos esperavam, encontraram uma coisa que os fascinou bastante,
era um telemóvel.
-Um
telemóvel que bom! Nunca estive tão feliz na minha vida! - disse Diogo.
Maria
muito feliz pegou no telemóvel, mas obviamente o universo não queria que eles
chegassem ao hotel, pois o telemóvel estava sem bateria.
-Que
seca. A minha felicidade esgotou-se depressa.- disse o Diogo.
-Bem,
a nossa única alternativa é continuar a andar até encontrarmos alguém.- disse a
Maria tristemente.
Felizmente,
os nossos amigos conseguiram encontrar um pescador que parecia ser muito velho.
Então
esse tal pescador diz com muito carinho aos dois irmãos:
-
Olá crianças! Têm aspeto de estarem cheios de fome e muito cansados… O que vos
aconteceu? – disse o pescador.
-
Nós viemos apanhar conchas e búzios, sem os nossos pais saberem e acabamos por
nos perder – disseram eles muito infelizes.
-
Antes de vos ajudar a encontrar o hotel é melhor comerem qualquer coisa. Ainda
bem que acabei de pescar umas boas sardinhas para assar. Ajudam-me a fazer uma
fogueira? – propôs o pescador.
Os
irmãos aceitaram a proposta do pescador porque estavam cheios de fome. Foram à
procura de paus para fazerem a tal fogueira e, quando já tinham madeira
suficiente, o pescador assou as sardinhas para finalmente as comerem.
Quando
acabaram de comer adormeceram de imediato, tal era o cansaço. O pescador continuou
a pescar enquanto tomava conta deles.
Entretanto,
a polícia, que andava à procura das crianças, dirigiu-se ao pescador e
perguntou:
-
Por acaso, viu duas crianças sozinhas aqui na praia?
-
Que estranho, estive mesmo agora a cuidar de duas crianças que apareceram aqui
cheias de fome e muito cansadas. Estão ali a dormir. – Apontou o pescador para
um lugar mais afastado.
A
polícia telefonou, de imediato, para os pais das crianças para os tranquilizar
e lhes perguntar se queriam vir ter com eles. Como os pais estavam muito
preocupados disseram logo que iam à praia ao encontro dos seus filhos.
Quando os pais chegaram, acordaram as
crianças com uma mistura de alegria e raiva. Continuavam zangados com o
comportamento dos seus filhos.
Diogo
e Maria, ainda sonolentos, ficaram surpreendidos e felizes abraçaram os pais.
Os
pais, aliviados por os terem encontrado, regressaram ao hotel onde iriam ter
uma conversa muito séria acerca do que se passou.
Quando
chegaram ao quarto do hotel, Diogo e Maria contaram tudo o que se tinha
passado.
-
Apesar de tudo, tiveram sorte. As pessoas que encontraram enquanto estiveram
perdidos poderiam ser más e acontecer-vos algo desagradável. Por outro lado,
foram muito mal comportados por terem saído do hotel sem falarem connosco. Que
seja a última vez que nos pregam um susto destes, ouviram? – disse o pai.
-
Foi muito feio o que fizeram. Que boa maneira de começar as férias! - diz a mãe
muito zangada com os dois irmãos.
-
Mas passado é passado, por isso vamos esquecer o que se passou e amanhã vamos
conhecer melhor este sítio paradisíaco onde estamos. - disse a Maria a tentar
mudar de assunto.
-
Portanto, amanhã vamos todos ao parque aquático muito felizes, como se nada
tivesse acontecido… - disse o Diogo com ar de inocente.
No
dia seguinte foram ao parque aquático e a Maria, como é tão medricas, não andou
em quase nada, já o Diogo quis andar em todos os divertimentos.
Os
restantes dias de férias foram passados a visitar os locais mais importantes da
localidade, a experimentar a gastronomia, e, essencialmente, a fazer praia. As
Caraíbas é o local ideal para dar uns bons mergulhos no mar e apanhar banhos de
sol. É claro que a Maria não se esqueceu de fazer algumas compras.
Quanto
ao primeiro dia de férias foi quase esquecido, mas a lição que aprenderam foi
importante porque não voltam a cometer o mesmo erro. Umas férias que seriam de
sonho poderiam ter-se transformado num pesadelo.
Gonçalo
Gandra 6ºA (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")
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