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terça-feira, 19 de julho de 2016

Um reino fora do normal


Em tempos antigos existiu um reino, reino esse que era tão diferente dos outros que as pessoas suspeitavam que nem reino era.

As pessoas andavam de pernas para o ar, de calças na cabeça e t-shirts nos joelhos, era um reino muito atípico!

Ai o Rei! Do Rei nem se fala, que andava sempre de cabelos em pé, parecendo um chimpanzé! O pior era mesmo o seu animalzinho, um Unicórnio que soltava arco-íris pelo rabinho.

Depois havia a comida, que, coisa boa não era de certeza. Caracóis à Bolonhesa era o prato principal, logo a seguir a sobremesa Arroz Doce de Mentol.

Pensem lá, sr. leitores, que vida pior a esta é difícil de arranjar, os adultos no infantário e as crianças a trabalhar.

Agora, do palácio falta falar com os seus sapos de arrasar, a saltitar e a voar pelo ar.

No coração vamos guardar o seu trono de brincar nesta história de encantar.

Pois este reino na história vai ficar, como algo de admirar . E é assim que esta história vai terminar!
 
Mariana Sousa e Inês Ferreira  6ºA
Projeto "Histórias a 2 mãos!"

VIAGEM À LUA


 Era uma vez uma criança chamada Neil Armstrong de onze anos que gostava de foguetões e de explorar o desconhecido. Por isso a sua disciplina favorita era astronomia. Durante a sua infância tentou construir um foguetão de cartão, só que foi mais uma das suas muitas tentativas falhadas.

Mas Neil nunca desistia e, por isso, durante a adolescência ele foi ganhando mais amor pela lua e pelo espaço. Então, desejava ser astronauta para realizar o seu sonho, desvendar o desconhecido, explorar a lua.

À medida que foi crescendo foi decidindo ser astronauta para realizar o seu sonho e, passado uns anos, juntou-se a um grupo de astronautas e de exploradores da Lua que um dia partiram na missão de descobrir se havia vida na lua e descobrir a sua consistência.

Então lá foi Neil e a sua equipa em direção à Lua. Estava muito ansioso, pois iria dentro de uns minutos realizar o seu grande sonho que o acompanhou a vida inteira. Mal aterraram na grande Lua, até veio uma lágrima de alegria ao olho de Neil pois acabara de realizar o desejo mais profundo e que o acompanhara desde sempre.

Ansioso, Neil saiu do foguete (Apollo 11) reluzente e pegou na bandeira dos EUA e enterrou-a no solo da grandiosa Lua.
 
Gonçalo Chouvalov  6ºA

Um sonho de um marinheiro


Era uma vez um menino chamado José ou Zé para os amigos, que sonhava ser marinheiro. Zé tinha 13 anos e estava proibido de estar com o avô Francisco António, porque este era um famoso marinheiro. Os pais eram advogados de renome e queriam que o seu filho fosse um homem de negócios, mas Zé preferia viver com o mar e quem influenciava isso era o seu querido avô.

Zé tinha dois peixes, Becas e Laike que tinha encontrado numa das suas viagens com o avô pelo mar. Cada vez que o seu mundo ruia, pensava nas histórias que o avô lhe contara em pequeno, e sorria logo.

 

Passado alguns anos sonhadores…

-Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, hoje é dia de festa cantam as nossas almas, para o menino Zé, uma salva de palmas ! HEEE!

Zé fazia 16 anos, o seu maior presente tinha sido (para os pais ) o seu primeiro fato de homem de negócios, mas verdadeiramente tinha preferido uma cópia de um barco à vela que o avô lhe deu por correio, já que nem no seu dia de anos podia estar como avô. Francisco António estava acamado no hospital e os pais não o deixavam ir visitá-lo. Vida injusta !!

Mas hoje isso ia mudar ! O seu tio francês René Pierre tinha concordado em ajudar o seu sobrinho.

- Então tio vai ajudar-me ?

- Claro que oui, petit( pequeno) !!

O seu tio ia ajuda-lo a ir ter com o avô . Supostamente, iria leva-lo a passear um pouco.

- Posso levá-lo un peu ( um pouco ) a marcher ( passear) ?

- Aonde ?. perguntou o pai desconfiado

-Le centre-ville ( ao centro da cidade )
 
-Peut ser !
 
No pequeno carro do tio, próximo do hospital, Zé  estava muito emocionado. Já lá, Zé estava a pedir para visitar o avô.
-Queres que je vienne contigo ?
-Non, merci.
Já dentro do quarto :
-Netinho !! Vieste-me visitar finalmente ! Cresces-te tanto desda última vez que te vi !-disse o avô, com as lágrimas nos olhos.
-Oui, desculpa, sim …- disse o Zé envergonhado
- Então, avô, como estás ?
-(tossindo) Meu filho, não sei….. quanto tempo me res…..ta…
- Avô, espera, não vás !!- disse Zé, a chorar
- Meu netinho vem cá… Tenho que te pedir uma coisa, há muito tempo o meu barco, naufragou no mar Atlântico. É a tua vez de embarcares na aventura da vida. Encontra-o e verás a felicida……de…… !
-Piiiii !!! 
-Avô !!!!!!!!!!!! Não vás !- disse Zé a chorar .
O avô fecha os olhos. Já tinha partido. Adormeceu num sono profundo e longo, donde não iria nunca acordar. Iria ficar a ver as ruínas da vida a desmoronarem-se. E o neto prometeu ao avô do seu coração ( porque as pessoas importantes não são esquecidas) que iria encontrar o barco abandonado.
 
No carro Zé ia a contar ao tio o que tinha acontecido no hospital.
-Oh mon cher sobrinho vous me ajudar compte comigo.( meu querido sobrinho vou te ajudar conta comigo ).
Então tiveram uma ideia, decidiram ir para a América e lá tirar um curso de natação. O tio concordou, e lá foram nesta aventura.
Passado algum tempo…


-Today is the final proof of your course ! Concentrate and let yourself be carried away by the sea !
-Yes !
 
Depois de a prova ter terminado, Zé passou com uma ótima nota. Já depois do almoço foi procurar um bom barco. Estava por conta própria , o tio já se tinha ido embora, deixando algum dinheiro. 
 

 Numa loja portuguesa de barcos, encontrou o Polar, um barco majestoso e fantástico. Comprou o equipamento e fez-se ao mar. Iria viver a aventura da sua vida !!!

Passaram anos à procura daquele barco, mas finalmente encontrou-o. Rapidamente vestiu o fato de mergulhou profundamente.  O barco estava todo destruído, não havia maneira de o arranjar. Nesse momento uma tristeza profunda invadiu Zé.  Estava quase a desistir. Até que avistou uma pequena caixinha que levou para cima.

Abriu-a e viu que tinha um bilhete que tinha escrito: Para o meu querido netinho, que nunca deixe de sonhar com o mar e seja embalado por ele. Junto dele estava um barco em miniatura igual ao do avô.

Nesse momento ficou mais feliz do que nunca. Tinha alcançado a felicidade!!
 
Filipe Cruz e Gonçalo Gandra  6ºA

Projeto "Histórias a 2 mãos!"

Snoopy o Cão que quer voar


Era uma vez um cachorrinho chamado Snoopy, o sonho dele era um dia ser piloto de um grande avião vermelho e reluzente.

Snoopy desde sempre foi habituado a ver aviões pois o seu dono, Freddy era piloto de profissão, todos os dias quando Freddy vai para o trabalho Snoopy veste o seu cachecol de piloto e o capacete entra numa caixa vermelha, que tem em sua casa e finge pilotá-la.

Snoopy era muito amigo dos seus vizinhos incluindo o Sr. Bolota que era o hamster da Carlota, uma menina muito simpática que adora animais, mas de quem ele mais gostava era da Mell uma spitz alemão da casa ao lado.

Eles iam todas as tardes brincar para o parque onde faziam de aviadores profissionais.

Um dia os três amigos ficaram fartos de fingir que pilotavam um avião, então pediram ao dono de Snoopy que os levasse ao seu trabalho, ao início Freddy não achou boa ideia mas depois até achou que podia resultar.

Então Freddy falou com os donos do Sr. Bolota e da Mell que autorizaram.

Quando chegaram ao aeroporto, Snoopy, Mell e Sr. Bolota ficaram radiantes com todos aqueles magníficos aviões, contudo o que mais cativou Snoopy foi uma avioneta vermelha reluzente, como no sonho dele.

Snoopy foi ter com os amigos e disse:

- Amigos, já viram aquela fascinante avioneta vermelha?!

- Sim! É mesmo muito bonita. – disse Mell.

- Querem dar uma volta com ela? – perguntou  Sr. Bolota.

- Não sei se o meu dono nos deixa. – respondeu Snoopy.

- É simples, não lhe pedimos. – afirmou  Sr. Bolota

- Acho que isso não é boa ideia. – disse Mell.

- Concordo com a Mell. – disse Snoopy

Snoopy olha para a avioneta vermelha e pensa: `` quem me dera voar naquela avioneta´´.

Então disse:

- Acho que não faz mal se só nos sentarmos nela.

- Sim! – disseram Mell e Sr. Bolota em uníssono.

- Ok, então está decidido!

Entraram os três dentro da avioneta e não resistiram em pô-la a voar.

E lá foram eles a voar, a voar, e a voar até chegarem às nuvens, mas Snoopy não se sentia nada bem, e sabia que se não voltasse ao aeroporto não voltaria a ver Freddy.  Então foi até terra e desceu, desceu e desceu até chegar ao chão.

Snoopy apercebeu-se que o final feliz com que sempre sonhou esteve sempre com ele.


Ana Margarida Cardoso e Mª Inês Lourenço  6ºA
Projeto "História a 2 mãos!"

Uma Semana na Praia + Matemática


As aulas finalmente tinham acabado e eu, o Zé, a Letícia, o Manuel e o seu cão, o Tobias íamos de férias todos juntos para a praia.

Mal chegamos, deixamos o Tobias num hotel muito chique para cães que havia lá perto e fomo-nos instalar nos nossos quartos, que eram dois, ou seja a seguinte fração 4 pessoas para 2 quartos. Logo, ficaram 2 pessoas para cada quarto.

A seguir a toda esta algazarra de arrumar as coisas, fomos à praia dar um mergulho ao anoitecer, pois estava muito calor, tanto como se fosse a percentagem 100000%.

Depois de todos darmos um mergulho e nos divertirmos um pouco, voltamos ao hotel, tomamos um banho e fomos jantar num restaurante de uma esquina que fazia um ângulo de 90 graus.

A comida era muito boa e as pessoas muito simpáticas. Mas como nós já estávamos muito cansados da viagem fomos novamente para o hotel e, depois de um pequeno jogo de cartas fomo-nos deitar.

De manhã quando acordamos eram 10:30, fomos tomar o pequeno-almoço que serviam no hotel e depois fomos aproveitar as 3 horas que nos sobravam para ir à praia.

Quando lá chegamos descobrimos logo que algo de estranho se estava a passar pois nem um quinto da quantidade de pessoas que tinham estado na praia no dia anterior lá estavam.

Fomos dar um mergulho com grande tranquilidade pois não estava lá ninguém, quando de repente o Zé sai a correr da água e começa a gritar:

-Tubarão! Tubarão! Esta ali um tubarão!! Parece que tem 5 vezes a minha altura!!

Logo de seguida saímos todos, também a correr da água, enquanto o Zé ia avisar o nadador salvador de que havia um enorme tubarão naquelas águas.

Para nos acalmarmos fomos comprar um gelado para cada um, dirigimo-nos a uma pequena barraquinha que nem 8 metros quadrados tinha, lá compramos os gelados que, apesar de um pouco caros eram bons. Aproximadamente por defeito devemos ter gasto 7€ .

Já mais calmos, voltamos para o hotel onde almoçamos numa pequena sala que fazia de restaurante. A comida, mais uma vez era deliciosa e, quando acabamos o nosso pequeno banquete, decidimos ir dar uma volta no centro daquela pequena cidade, pois nem quando 1+1 fosse = a 3 eu voltaria a entrar nas águas daquela praia.

Já no centro da cidade descobrimos uma pequena praça de comércio onde compramos várias recordações para levarmos para as nossas famílias. A Letícia comprou uma miniatura de uma casa de praia típica daquela zona para a mãe e uns chocolates para o avô, o Manuel comprou uma grande imitação de uma barraca dos nadadores salvadores para dar à família, o Zé comprou pequenas peças de roupa típicas daquela zona e eu uns chupa-chupas com 30% de açúcar para os meus primos, um cachecol para a minha mãe e um gorro para o meu pai.

Depois de tudo isto, onde devemos ter gasto mais de 1 terço das nossas poupanças, fomos a uma pequena confeitaria lanchar onde o senhor que lá trabalhava parecia ter no mínimo 1,90 metros. De seguida voltamos para o hotel onde jogamos monopólio, o que demorou por volta de 3 horas. Quando acabamos de jogar já era um pouco tarde e então fomos todos tomar banho para ir jantar fora.

Quando chegamos ao restaurante parecia que a rua era paralela a outra, com uma secante a atravessá-las em que a esquina do restaurante e a esquina abaixo eram ambas com a mesma amplitude de ângulo por serem alternas internas.

O gerente do restaurante era muito simpático e os seus empregados também, mas a comida é que era deliciosa.

Após o jantar falamos com os nossos pais pelo telefone do restaurante e voltamos para o hotel porque já eram 11:30 e tínhamos que ir dormir pois amanhã era um novo dia.

Na manhã seguinte acordamos bastante cedo, então decidimos alugar umas bicicletas e dar um passeio pelos passadiços da praia.

A meio do caminho decidimos parar para descansar e beber um pouco de água num bebedouro que havia lá perto. Já menos cansados e, apesar de muitos resmungos meus, fomos dar um pequeno mergulho ao mar para nos refrescarmos.

Depois de um suposto pequeno mergulho que se transformou em enorme mergulho como a comparação de nem 8 nem 80, ficamos um bocado a secar na areia.

Após + ou - 30 minutos na areia, voltamos para as bicicletas e seguimos viagem, mas agora em sentido contrário.

Quando chegamos novamente ao hotel, fomos tomar um banho para tirar todo o sal do mar que tínhamos no corpo e almoçar.

A seguir ao almoço não tínhamos nada para fazer e, também ninguém se lembrava de alguma coisa para se fazer.

Fomos então à receção, que ficava no piso 1. Ah! Já agora, lembrei-me de um problema matemático para vos fazer: os nossos quartos ficam no piso 18 (sim, o hotel é muito grande) e a receção no piso um. Existem 3 elevadores e o Manuel não vai no elevador comigo, o Zé não vai com o Manuel e eu não vou com o Zé. Sabendo que todos os elevadores têm de ir com alguém e um deles tem de ir com duas pessoas, quem vai em cada elevador? Só para vos dar uma pista há muitas maneiras de resolver este problema, pois a Letícia pode ir com toda a gente.

Mas voltando ao assunto, fomos então à receção para perguntar se eles não sabiam se havia lá perto alguma atração turística.

Acabaram por nos dizer que existia mesmo perto dali um aqueduto romano com mais de 2 km. Então voltamos aos nossos quartos mudamos de roupa para uma mais confortável, para caminhar muito e partimos para a nossa aventura.

Mal começamos a ver o aqueduto ficamos logo pasmados pois era realmente enorme. Começamos a caminhar ao longo do aqueduto e acabamos por percorrê-lo todo. No final havia uma pequena pizaria numa rua adjacente ao aqueduto onde nós fomos jantar.

Quando finalmente chegamos ao hotel já era um pouco tarde e então decidimos ir logo dormir.

No dia seguinte quando acordamos chovia torrencialmente e trovejava, e foi assim o dia inteiro, ainda tentamos ir à praia quando parou de chover um bocado mas logo a seguir começou novamente a chover.

Tivemos então de passar o dia inteiro fechados no hotel.

Na manhã seguinte, ao contrário do dia anterior estava um dia solarengo como nunca antes visto, então decidimos passar o dia na praia e levar um piquenique para almoçar.

Quando chegamos à praia estava tudo normal, como tínhamos visto no dia em que chegamos, mas agora, em vez de apenas existir 1 nadador salvador existiam 3, era como se tivessem triplicado.

Pousamos as nossas coisas num bocado que parecia nem 1 metro quadrado ter, graças a toda a multidão que estava na praia e fomos dar um mergulho.

Depois de muito tempo a brincar na água, voltamos para a areia e almoçamos.

De seguida ficamos algum tempo na areia para fazer a digestão e depois continuamos a brincar, dentro e fora da água.

Ficamos até tarde na praia para aproveitar bastante o último dia completo que nos restava, pois estava também, um calor abrasador de para aí 40 graus.

Quando chegamos ao hotel arrumamos as coisas do piquenique e tomamos um banho. De seguida antes de nos deitarmos ainda estivemos um bocado a conversar sobre tudo o que tinha acontecido nesta semana, que era aproximadamente mais 30% de diversão do que o habitual.

No dia seguinte arrumamos as coisas + ou - e ainda deu tempo para ir dar um mergulho à praia, tomarmos um banho e arrumarmos definitivamente as coisas para seguir viagem para as nossas casas. Antes de seguirmos mesmo para casa, não nos podíamos esquecer de ir buscar o Tobias ao hotel, que também estava muito feliz com as suas férias de luxo.

Quando chegamos a casa todos ficamos muito contentes por rever os nossos familiares, mas prometemos a nós próprios que voltaríamos a viver esta experiência.


Mariana Sousa  6ºA  (Concurso “Um Conto que Contas” da Sociedade Portuguesa de Matemática)

Uma aventura futurista


Naqueles dias de inverno, Ana detestava ficar em casa sem nada para fazer. Sentia falta do bom tempo, de passear na praia, mas sobretudo de brincar e fazer investigações com o seu grupo de amigos. Era um tempo monótono e aborrecido. Sempre que olhava pela janela via aquela chuva miudinha e as árvores a abanar os seus ramos ao sabor das rajadas do vento. “ Será que a meteorologia não vai ser minha amiga? “, Questionava-se interiormente.

            Estava tão cansada que se sentou no sofá a olhar para o horizonte. Passo a passo, os olhos foram-se fechando e a Ana adormeceu.

            De repente, estava um calor imenso e Ana acordou, transpirada e com uns gritos no jardim.

            - Ana! Ana! Anda!

            Ana, atordoada, levantou-se e correu para a varanda. Eram os amigos.

            - Então, não vens?- perguntou o João

            - Onde?- questionou Ana

         - Olha, bateste com a cabeça?! Não te lembras que vamos até á praia celebrar o aniversário da Joana!- exclamou o João

            Ana agarrou no saco da praia e correu escadas abaixo até chegar junto dos amigos.

            Estavam todos entusiasmados e alegres com aquela ida á praia. Iam festejar o aniversário da Joana, mas também era uma oportunidade de estarem todos juntos antes de cada um partir de férias. Será que alguma coisa extraordinária iria acontecer? Ana esperava que sim e a sua cabecinha não se esquecia deste pormenor.

            Chegaram à praia e o mar convidava a um belo mergulho. E, assim fizeram: largaram tudo e correram em direção ao mar. Nadaram e brincaram até se fartar. Então, decidiram regressar para um bom banho de sol. Logo ao sair da água, Ana estatela-se na areia e desata a chorar, pois tinha-se magoado no pé. Todos ficaram aflitos e procuraram a razão daquele choro. Qual não é o seu espanto quando descobrem uma garrafa meia partida, mas com um bilhete lá dentro. Imediatamente, Ana parou de chorar e o seu interesse estava naquele bocadinho de papel!

            - Despacha-te, Joana!-exclamou Ana - Vê lá o que está escrito…

            - Tens calma! Já não te dói o pé?

            - Isso agora não interessa nada! Pode ser uma mensagem de alguém em apuros…- respondeu ela.

            Joana, com muito cuidado, desdobra o papel e lê em voz alta:

            - Socorro! Precisamos de ajuda! Estamos presos na ilha da Maçãs…

            - Oh! - exclamaram os três amigos.

            - Alguém está em apuros e precisa de nós! – dizia a Ana com um sorriso na cara.

            - A ilha vê-se daqui! É tão grande e é fácil de decorar visto que tem uma forma de maçã! - dizia o João às gargalhadas.

            - O meu pai tem um pequeno barco ali no porto. Podemos ir busca-lo e embarcar na aventura…- sugeriu a Joana.

            - A mim parece-me uma excelente ideia! – gritou entusiasmada a Ana.

            E, puseram-se a caminho do porto. A cabeça da Ana já magicava o que teriam lá ido fazer…

            E que emoção!!! Adorava estas situações e já tinha decido que, no futuro, queria ser detetive. A emoção de descobrir a solução para os casos era o que mais lhe satisfazia o ego.

            Passado algum tempo chegaram ao porto. A Joana procurou, com um olhar, o pai, mas não o encontrou.

            No entanto, pegaram no barco do pai da Joana e começaram a aventura. Colocaram o barco no mar e o João pôs-se no motor a conduzir. De repente, o João olhou para trás para contar uma piada e a Joana gritou muito assustada:

            - João, cuidados com os rochedos!!!

            João olhou para a frente e reparou que mesmo á sua frente havia numerosos rochedos cheios de musgo verde e de espuma vinda das ondas do mar. João pensava que ia morrer, quando Ana salta para o motor, empurra o João e vira a rota.

            - Obrigado Ana! És a nossa salvação!- disse a Joana, toda contente.

            - É este o meu trabalho como detetive – disse a Ana, convincente.

            - O quê?! – disseram a Joana e a João em coro.

            - Nada esqueçam!- exclamou Ana

            Passado alguns minutos chegaram á ilha da Maçãs, atracaram o barco na areia, dirigiram-se á praia e começaram a procurar pistas.

            Ana, muito desconfiada, começou a olhar fixamente para uma pequena rocha presa na areia. 2 minutos depois, Ana decide tocar na rocha e aparece por milagre um papel com o mesmo recado do que o da garrafa.

            Ficaram todos perplexos a olhar para o papel. Até que o João diz:

            - Esta letra não me é estranha!

            - A mim também não é … !!!- disse Joana, desconfiada

            - É minha a letra!!- disse a Ana, de boca aberta.

            Agora, o mistério estava instalado. Como era possível que a Ana tivesse escrito aquele bilhete? Não fazia sentido nenhum. Nunca estivera ali e, muito menos presa com alguém!

            Seria… Não, isso não era possível! Um recado do futuro? Não cabia na cabeça de ninguém!

            Ana olhou para o João e Joana e, ia começar a falar… De repente, Ana abriu os olhos e estava sentada no sofá da sua sala… A campainha tocou… Era o João e a Joana. Iam para a praia festejar o aniversário da Joana…    

 

  Beatriz Carvalho  6ºC (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")

A aventura de escrever um texto


O Alfredo é um menino de 11 anos, um pouco preguiçoso, de olhos azuis e cabelo castanho.

No primeiro dia de férias, o Alfredo prometeu a ele mesmo que ia logo despachar os trabalhos de casa, mas não foi bem isso que aconteceu… Andou perdido entre as gulodices e os enfeites de Natal.

Um dia depois do Natal, o Alfredo lembrou-se que ainda não tinha feito os trabalhos como prometido.

Então, depois de uma noite bem passada e uma manhã muito divertida, o Alfredo senta-se na sua cadeira e olha para a sua secretária (que já tinha pó), olha também para o seu horário escolar e vê que a primeira disciplina que vai ter é português, vai ao seu caderno diário e verifica que tinha que fazer um texto, mas sobre quê?!!

Alfredo fecha os olhos por um segundo, e como por magia, surge uma fantástica ideia na sua cabeça!

Até que a mãe o chama para ir almoçar, e a ideia murcha como uma flor que não foi regada.

Depois do almoço tomado, o rapaz volta para o quarto e de repente ouve varias vozes a discutir, o Alfredo ainda não sabe como, mas descobre que essas vozes vinham da cabeça dele, era a jovem criatividade que estava de mau humor nesse dia, a dona imaginação e a senhora organização, que também não estavam dispostas a colaborar!

Alfredo sente-se como um grande campo de guerra.

E nesse momento a criatividade lança várias letras aleatórias que a senhora organização transforma em palavras e que de seguida a dona imaginação pinta com um pincel fininho de loucura!

Quando o Alfredo olha para a folha pautada, esta já tinha escrita dois parágrafos.

-Iupi! Disse Alfredo, assim vou longe!!

Então sentiu uma leve comichão na cabeça…

-Intrusos gritou a criatividade!

E eram mesmo! E ainda pior, traziam uma borracha, e ameaçaram que se a criatividade, a senhora organização e a dona imaginação não os ajudassem a completar uma lista que traziam eles apagavam o texto todo!

A senhora organização olhou para a lista e achou que as condições da lista não eram aceitáveis …

Mas que haviam eles de fazer? Os intrusos tinham uma borracha!

Então completaram a lista, mas os intrusos disseram que não iam embora!

-GUERRA!- gritou a criatividade.

-Gue-gue-guerra?- gaguejaram os intrusos.

No mesmo instante estavam os intrusos a fugir com a lista e a borracha na mão.

Estava tudo no seu lugar, a criatividade a mandar letras aleatórias, a senhora organização a transformá-las em palavras e a dona imaginação a pintá-las com um pincel fininho de loucura.

Foi uma simbiose entre vários interlocutores, simbiose perfeita. Uma relação de mutualismo, que desencadeou as ideias e as trouxe para o papel, até há quem diga que se chama inspiração! Só ao alcance dos predestinados. 

Passado meia hora o Alfredo tinha finalmente acabado o texto.

Estava muito orgulhoso, e foi ler o texto à mãe.

-Está muito criativo, Alfredo, adoro! – disse a mãe orgulhosa.

Alfredo volta para o quarto guarda o texto numa mica, e congratula-se por ter acabado o texto.

Olha para o horário e alegremente diz:

-Acabei os trabalhos para casa!



Maria Inês Lourenço  6ºA (Concurso “Uma Aventura Literária…2016”)

Uma aventura impressionante pelo tempo


O Tzic era um rapaz pré-histórico.  Um rapaz pré-histórico tal e qual como todos os outros, usava uma espécie de toga de pele de tigre e tinha uns cabelos enormes que  chegavam mesmo a tocar no chão. Tzic podia ser um rapaz normal,  mas o que lhe ia acontecer era definitivamente descomunal.

Tinha o Tzic acabado de chegar da escola quando observou uma grande chama branca na sua caverna, no seu quarto, no seu pequeno refúgio que cheirava a asas de morcego assadas. Aproximou-se da chama  e, por ser tão curioso, meteu uma mão dentro da chama e depois um pé e finalmente  o corpo todo. Tzic não sabia o que era aquilo, mas pouco ou nada se importava com isso, queria viver aventuras tal como o Indiana Stones.

Quando chegou ao outro lado nem queria acreditar no que via. Limpou bem os óculos de pedra, cheios de cola feita à base de baba de um tigre-dentes-de-sabre e, para seu espanto, estava num mundo novo, num sítio desconhecido a que não podia chamar de casa, de maneira alguma. Foi mergulhado num mar de medo e ignorância que submergiu graças ao chamamento de um homem egípcio que lhe disse:

- Mexe-te, temos muito que fazer! E olha lá,  que tipo de roupa é essa?  E esse cabelo?  Parece que vieste de outro mundo!

- E na realidade até vim - disse o Tzic muito baixinho.

Devem estar a pensar que o Tzic e a sua tribo falavam mais ou menos assim: “ Bugggg Uhgggg Chakalabai! “, mas estão bastante enganados, eles falavam como nós. 

O Tzic olhou em volta, viu milhares de homens a  mexerem-se com pedras nas mãos para as colocarem numa grande construção de pedra, em forma de triângulo, enquanto um senhor com um ar imponente (ainda mais imponente do que o do chefe da tribo do Tzic) os observava com um sorriso aberto, mas com uns olhos tristes, o que fazia com que o Tzic não percebesse se o homem estava triste ou feliz.

Passaram  meses e Tzic continuava  deslumbrado com a tecnologia daquele mundo  novo, acompanhando diariamente a construção daquela pirâmide. No fim da construção houve uma cerimónia comovedora: levavam uma múmia pequena para a grande construção, tornando-se assim o seu túmulo  para toda a eternidade.  Era uma cerimónia  triste,  pois Tzic descobriu que a pequena múmia era na verdade o filho do homem com um olhar imponente.

 Tzic era demasiado preguiçoso para fazer o que quer que fosse,  por isso passava os dias escondido por detrás de uma pedra, queimando as costas com o Sol escaldante e impiedoso. Comia lagartos que ia encontrando por aqui e ali, mas naquela situação não se podia dar ao luxo de ser esquisito. Passaram-se tempos e tempos  e o Tzic naquela vida, sem fazer mais nada, à espera de voltar ao passado, à sua terra, ao seu mundo, à sua realidade. E foi assim que num dia do acaso a chama voltou a aparecer e o Tzic, mais uma vez, voltou a entrar nela, ansioso por ir para outro dia, para outro mundo ou quem sabe voltar ao passado e rever a sua família.

Agora estava num país chamado Grécia, onde nasceu a Democracia. O Tzic considerava tudo aquilo bastante estranho, o facto de o povo ter muito poder. Para ele e para a sua tribo não havia democracia, o que o deixou desapontado.  Achava piada ao facto das pessoas estarem todas numa fila organizada à espera para escreverem num papelzinho um nome e depois deitá-lo dentro duma grande caixa. Tzic também foi votar, mas mais uma vez a tecnologia do futuro ganhou-lhe,  de modo  que colocou um desenho de um mamute, pois na sua tribo eles desenhavam nas paredes das cavernas, não havia nem letras , nem números, nem papel. Tzic ficou espantado com aquilo tudo, mas os deuses eram o que mais o fascinavam. Na sua tribo eles  só veneravam o Grande Chefe (ninguém sabia o nome ou a idade do grande chefe, estava nos segredos dos deuses),  mas aqui na Grécia veneravam muuuuiiiitos deuses. Pessoalmente,  Tzic teve um encontro com os deuses gregos, não sabendo se foi um sonho,  mas a verdade é que teve e por isso eu vou contar-vos mais ou menos como foi: Tzic teve uma aula com a Atena, a deusa da sabedoria, nadou num mar incrível com Poseidon, teve um confronto, em que viu a vida passar-lhe à frente dos olhos, com Hades, o deus da guerra e dos mortos, teve um encontro romântico com a deusa da beleza, Afrodite, e enfrentou uma terrível tempestade com Zeus, o pai de todos o deuses. Depois,  Hermes, o mensageiro dos deuses,  apareceu-lhe com a chama de novo e o Tzic voltou a ir para outro mundo, outra realidade, outro local.

Tzic tinha ido parar a Roma,  onde assistiu a uma renhida luta de gladiadores que o deixou de boca aberta durante todo o combate. Já no final da luta,  o Fortio deitou o Maximus ao chão e espetou-lhe o punhal no peito,  tingindo a areia de vermelho. Mais tarde, participou numa corrida de quadrigas em que uns animais chamados cavalos guiavam uma espécie de transporte.  Claro que o Tzic ficou em último, porque o futuro e a tecnologia uniram forças para o atrapalhar.

Depois de atravessar a chama foi parar à época medieval onde os monges copistas estavam a passar livros complicados com letras ainda mais complexas. Tzic também fez um livro que nem ficou tão mal, cheio de cenas de caça que permaneciam na sua memória desde pequeno. Desta vez a tecnologia fez tréguas com o Tzic.

Após  mais uma viagem, Tzic  chegou a Pisa e ficou deslumbrado com as vestes das pessoas e com as casas que eram muito mais belas que as cavernas da sua tribo. O ponto alto  da sua visita a Pisa foi falar com Galileu Galilei e ir a sua casa dar uma espreitadela no seu telescópio. Tzic ia desmaiando por ver outros planetas tão iguais à Terra e,  no entanto,  tão diferentes. Mais tarde, depois de recuperar do choque entrou de novo na chama ardente para ir parar a um futuro desconhecido.

Agora, Tzic encontrava-se na Apollo XI com Neil Armstrong. Nem podia acreditar... Tzic estava incrédulo por estar no espaço,  ele nunca imaginou tal façanha! Tzic sentiu uma sensação cósmica ao pousar os seus pés na Lua usando um fato muito grande e pesado para si próprio.  Por isso, mal a chama se abriu decidiu despedir-se da Lua indo  para outro mundo e outro lugar. Mais uma vez, a tecnologia fez-lhe um K.O.

Agora Tzic estava em  2015. Olhou em volta e sentiu-se perdido, como se fosse um a mais ali. As roupas das pessoas eram simples,  mas ao mesmo tempo sofisticadas. Os prédios eram altos,  eram até mais altos que o Grande Chefe ( acreditem que o Grande Chefe era muito alto), o que o  fez sentir-se do tamanho de uma formiga. Tzic olhou para a janela de uma casa térrea onde observou crianças da sua idade em frente a um ecrã, a que estas pessoas do futuro dão o nome de televisão. Achou muito estranho o facto de ter percorrido séculos de tempo e agora chegar aqui e pronto, não encontrar vestígios de nada, só pessoas atarefadas e crianças pegadas a uma televisão. Tzic experimentou a internet ultrarrápida numa coisa de nome computador.  As crianças divertiam-se a jogar jogos no computador enquanto Tzic ficava feliz com uma bola improvisada. De repente,  Tzic sentiu-se atrasado e achou que as pessoas deste tempo eram estranhas por não darem valor ao que tinham e quererem sempre mais e mais. Agora, queria voltar para casa e rever as suas coisas:  a sua bola improvisada,  as asas de morcego e o seu quarto. Mas a chama não voltou  e  Tzic ficou preso nesta realidade. Uma realidade que não era a sua, uma realidade que não lhe pertencia.

Nesse momento Tzic  foi até a uma praia ver o mar e as ondas, o Sol e o céu,  a areia e as conchas. Foi até ao sítio mais bonito que conhecia, também para se habituar a este novo mundo.  Pois Tzic tinha o passado e o futuro, tinha séculos e milénios, mas acima de tudo  tinha o presente.
 
 
Filipe Cruz 6ºA (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")

Uma aventura real


Não, não vou escrever sobre uma aventura qualquer, sobre essas aventuras não faltam textos, não faltam livros. Vou escrever sobre uma aventura bem real.                                     
  Tudo se passa na Europa, no Continente de que nós Portugueses fazemos parte, e que para além de ser o mesmo território, temos responsabilidade nesta aventura. Vou chamar-lhe “A Aventura dos Refugiados” que todos os dias chegam aqui a esta Europa. Vêm cheios de esperança, com sonhos de uma vida nova. E nesta aventura chegam crianças, como eu, que tiveram de interromperam as suas vidas com tão pouco tempo ainda, para fugirem à fome e à guerra nos seus países de origem, onde já não existe a esperança e tantos sonhos que tinham para realizar.                       
 O sonho de terem paz, uma vida dita normal, o poderem ir à escola, terem amigos, ter uma casa. Mas leva muito tempo para conseguir ajudar todas estas pessoas.         
   Passaram-se meses e são muito poucas as pessoas que conseguiram ver o fim desta aventura, chegarem a um país que os acolhe, e lhes darem tudo o que necessitam.                 
 Tentar procurar junto das instituições, nomeadas para o efeito, a ajuda tão necessária e também proporcionar a estas crianças, conforto e alegria, tentar que elas voltem a ter as brincadeiras e ajudá-las na integração no meio social onde possam ser colocadas, seja por um curto período de tempo, seja para sempre é uma obrigação!                                         
 Na história que vos conto, e que não é inédita, existe uma aventura e tanto.                                               
  Chamei-lhe “Real”, porque assim o é, e assim espero em breve poder fazer parte do fim desta aventura para que alguém possa vê-la chegar ao fim com um sorriso no rosto.

 

Rita Ferreira  6ºC (Concurso “Uma Aventura Literária…2016”)

Uma aventura na casa da diversão


A minha aventura foi passada na casa da diversão com a minha mãe. Quando me estava a dirigir para lá, pelo caminho, vi uma casa assustadora e pensei, quem viverá naquela casa? E pensei e repensei, mas não cheguei a nenhuma conclusão.

Finalmente, lá chegamos à casa da diversão, só pelo aspeto exterior, achei tanta piada que me deu imensa vontade de rir. Mas por dentro não era uma diversão, afinal não tinha piada nenhuma!

Entramos e de repente caí, bati com a cabeça no chão e comecei a ver os monstros da Lenda do Diário de Um Banana. Pensei que estava a delirar, mas não, era real, a minha mãe tinha-se transformado num zombie maléfico que queria dominar o mundo e eu era uma simples rapariga humana e indefesa. Mas eu não fiquei com medo! Pensei que era a minha oportunidade de salvar o mundo dos monstros maléficos e tornar-me famosa.

Depois bati com o dedo num vidro, eu nunca teria imaginado que aquele vidro seria uma passagem secreta! Lá dentro, só havia armas, agarrei na mais potente e fui determinada a acabar com os monstros. Finalmente, encontrei um monstro e ataquei-o com todas as minhas forças, acabei com ele, matei-o! Ainda estava eu a respirar fundo, e já tinha um exército deles a olhar para mim! Aí foi muito difícil acabar com eles, mas tudo se consegue quando se quer e consegui! Venci! Isto é, pensava eu! Pois vinda não sei de onde, eis que apareceu a rainha dos monstros, a mais poderosa do Planeta Maléfico, nunca ninguém conseguiu vencer uma luta contra ela. E eu ainda por cima já tinha acabado com as minhas monições. Fiquei toda a tremer, mas olhando bem para a carantonha dela, afinal até nem era tão assustadora e eu até já tinha lutado contra monstros com caras mais horríveis!

No meio daquela confusão, ela começou a falar comigo, perguntou se eu me podia juntar a ela e dominar o mundo, e eu muito admirada com a sua proposta, lá aceitei! Mas ela nem sequer imaginava o que eu tinha tramado para ela! Então ela disse-me, para nos encontramo-nos na garagem dela passado uma semana, na Rua Moscas Mortas no Vale das Nuvens Negras.

No fim desse encontro, ela levou-me a conhecer a nave onde ela morava. Quando a apanhei distraída, dei-lhe com um spray venenoso nos olhos e desapareci dali para fora.

Lentamente, lá fui acordando e qual não foi o meu espanto, quando abri os olhos e vi vários médicos ao meu redor. Apercebi-me que tudo tinha sido um pesadelo e que a minha mãe afinal não era um zombie!

Ufa, que grande aventura! 


Bruna Schepper  6ºC (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")

Uma aventura em que o chão tem buracos


- Não! Perdi o meu lápis outra vez - dizia Carlos indignado por ser já o quinto lápis que perdera só este mês.

Carlos era um menino de 11 anos cuja sua alcunha era “o perdedor”, mas não era perdedor no sentido de ser derrotado, não, era no sentido de perder tudo, quer dizer, não era tudo pois por mais que pareça estranho Carlos só perdia o material da escola, borrachas, canetas, lápis …

Dona Olga, mãe de Carlos já estava farta, pois a despesa do material ia ficando cada vez maior. Até que um dia ao jantar, Carlos vem com a conversa habitual do que tinha perdido e a mãe chateada diz:

- Carlos Pereira da Silva, não me venhas com desculpas, olha que o chão não tem buracos meu menino, e se não ganhas mais responsabilidade nem sei o que te faço. Um momento de silêncio evadiu-se na cozinha, mas não durou pois Dona Olga muito decidida diz: “Já sei, está decidido, a partir de hoje nem eu nem o teu pai gasta mais dinheiro a comprar o teu material durante o ano!

Pai de Carlos não se quis intervir, pois não se queria meter em confusões, e Carlos sai da cozinha depois de comer, dirige-se para o quarto e vai ver o seu mealheiro. Carlos não era considerado um menino poupado, e a quantidade de dinheiro que Carlos tinha no mealheiro nem dava para comprar material durante um mês.

-É hora de dormir Carlos, vai imediatamente para a cama e hoje estás de castigo não há beijinhos de boa noite! – Disse Dona Olga pensando que estava a dar o maior castigo do mundo a Carlos.

Carlos até ficou feliz pois achava que a mãe lhe ir dar um beijinho de boa noite já não era para idade dele, deu voltas e reviravoltas dentro da cama a pensar como conseguiria arranjar dinheiro, mas não conseguiu encontrar nada. Depois de algum tempo pensar chegou à conclusão de que iria procurar dentro da sala algum lugar onde os lápis se tivessem escondido, já tinha tudo planeado.

De manhã quando acordou preparou-se como era habitual e entrou dentro do carro para ir para a escola, a meio do caminho vira-se para o pai e diz: “Pai hoje podes-me ir buscar mais tarde é que tenho de fazer um trabalho para a escola como meu amigo Rui?” era tudo mentira. O pai não fez nenhuma pergunta limitando-se a dizer que sim.

Acabadas as aulas Carlos escondeu-se atrás da mesa da professora, e a professora não dando por ninguém dentro da sala, fecha a porta, estava tudo a correr bem. Carlos procura por baixo de todas as mesas pensando ele, que podia ser uma piada de mau gosto, mas não, esse não era o caso, arrastou móveis da sala mas não descobriu nada, porém ainda havia esperança, sobrara uma prateleira antiga que não tinha muito uso, mas mesmo assim Carlos arrastou-a e, ao que ele descobriu, estava uma porta atrás da prateleira, mas, não era uma porta qualquer era mais pequena que o normal e, a maçaneta era feita de borracha, era uma porta invulgar mas não impossível passar.

Carlos não hesitou, pois a sua curiosidade era enorme. Lá dentro havia uma imensidão de gavetas cheias de material perdido, e, maior parte era de Carlos, chega-se à beira dele um ser estranho, olhos grandes como uma coruja, roupa tão colorida como um arco-íris e uma boca muito longa.                                                                                                                                                                                          

-Quem és tu? O que fazes aqui? – Disse o ser com um ar rabugento.

- Olha, eu sou o Carlos e venho buscar o que vocês me tiraram. E tu, quem és?

- Eu chamo-me lápis de cor da terra Material sem autorização, e tu daqui não tiras nada, mas pensando bem…

Bem o lápis de cor não era assim tão simpático como aparentava ser, pelo contrário era bem rabugento.

-Vá lá continua, eu não tenho todo o tempo do mundo! -disse Carlos apressado

-Como eu estava a dizer, diz a tradição que um menino só pode levar as suas coisas se vencer ao Grande Escritor deste mundo, e se vencer nós já não lhe podemos tirar nada, nunca, mais -Disse lápis de cor.

-Tudo bem e pode ser já agora.

E assim foi, Carlos não estava muito preocupado pois em textos ela era ótimo, e o segredo dele era fazer o que a professora está sempre a dizer, as planificações. Estava tudo a correr bem, não havia tema de texto e, o adversário dele dava para notar que estava um pouco atrapalhado, até que se houve:

- Acabou o tempo!

Todos os habitantes votaram, e Carlos estava um pouco preocupado pois não acreditava que ninguém ia votar nele, pois mesmo que fosse o melhor todos defendem os seus. Chegou a hora do resultado, estavam todos curiosos até que uma voz anuncia:

-O vencedor do concurso é nem menos nem mais que… Carlos.

Todos aplaudiram, e como prometido Carlos ficou com as suas coisas.

No carro ao ir para casa o pai pergunta:

-Então correu o teu dia?

-Correu bem pai, e descobri as minhas coisas já agora, mas o melhor de tudo foi vencer o Grande Escritor do mundo do Material sem autorização com o conselho da professora. – Disse Carlos.

- Boa Filho. – Disse o pai sem perceber nada do que tinha dito Carlos.
 
Rita Santos  6ºA (Trabalho premiado com uma MENÇÃO HONROSA no concurso "Uma Aventura Literária...2016")