Era segunda feira, o dia amanhecera
com quentes raios de sol e o céu estava claro, de um tom azul bebé.
Era dia de aulas então Carlota
levantou-se da cama e foi comer, Carlota era muito bonita, tinha longos cabelos
louros e olhos azuis. Cumprimentou a mãe, comeu , subiu as escadas e voltou ao
quarto para vestir-se.
Quando chegou ao quarto, a Carlota
abriu o armário e de repente uma grande luz apareceu, ela muito espantada
começou a chamar a mãe, mas esta encontrava-se a cozinhar e por isso não ouviu
a sua filha. Carlota, porém, foi puxada pela luz para dentro do armário, muito
assustada fechou os olhos e esperou chegar ao destino.
Foi uma viagem muito turbulenta, mas
quando a menina abriu os olhos, uma grande placa indicava o caminho para a Fábrica
dos Sonhos. Ela estava a achar tudo aquilo muito estranho, mas muito corajosa
decidiu seguir o caminho! Enquanto a linda menina caminhava, apareceu um duende
muito pequenino de cor verde água e com um grande chapéu laranja com muitos
sininhos.
-Olá eu sou o Sinos Nos Pés, e acabaste
de chegar à magnífica, mais linda, maior e única fábrica dos sonhos!
Carlota tinha já oito anos, mas ainda
acreditava no Pai Natal, em unicórnios, sereias e muitos mais seres míticos. Por
isso não achou nem um pouco estranho a presença de um duende.
-Olá eu sou a Carlota, e que bonita
fábrica. Será que me podia fazer uma visita guiada?
Claro que sim!-afirmou o duende.
Então entraram no elevador e chegaram
à entrada da fábrica, que também era a receção. Lá encontravam-se muitos
fofinhos ursos… alguns trabalhavam como rececionistas e outros levavam as
caixas com a lista dos sonhos para a sala de comando. De seguida apareceu uma
fada muito bonita com asas rosa, chamada Aurora, que disse à Carlota que ela é
que lhe iria mostrar a fábrica, então a menina despediu-se do amigo duende e
foi com a fada descobrir tudo sobre a fábrica.
Em primeiro lugar a fada levou a
menina a uma pequena sala, onde havia apenas livros, então a Aurora pegou um livro
que estava pousado numa estante e apareceu uma misteriosa porta! Muito
entusiasmada, e sem medo algum entrou na tal porta. Chegaram a uma sala com
muitos computadores, onde a fada explicou que aquilo servia para verem o dia de
cada pessoa. Mas a Carlota, sempre muito curiosa, começou a mexer nos
computadores sem a fada dar por isso, quando a fada reparou o alarme já estava
a tocar. Logo a Carlota parou de brincar nos computadores e começou a assobiar
a fingir que nada se tinha passado.
Seguiram o caminho e foram para uma
enorme sala muito decorada, a Carlota não queria sair de lá pois nesse sítio
encontravam-se o resto das fadas, elas é que faziam os sonhos mais belos, doces
e fofos. Mas do outro lado da sala encontravam-se os horríveis Ogres, que
estavam responsáveis pelos pesadelos! Dessa parte a menina não gostou nada, e
sentiu com tanto medo que quase escorregava na baba de um dos Ogres.
-Que tal continuarmos a visita... –
murmurou ao ouvido da fadinha.
A Aurora riu-se por uns momentos mas foi
continuar a visita. De seguida foram ao refeitório, onde todos os trabalhadores
comiam, mas não era um refeitório normal. Cada trabalhador podia comer o que
quisesse pois a Mãe Natal ia lá todos os dia e deixava pó mágico, assim cada um
escolhia a sua própria comida! O refeitório era muito espaçoso, de várias cores
e para saber-se se eram verdadeiros trabalhadores da fábrica tinham de passar
um cartão.
-Há quem finja trabalhar
aqui?-perguntou indignada a menina.
-Sim, já houve vários casos desses.
Por isso decidimos fazer isto!-explicou a fada.
Mas já estava a ficar tarde, então a
querida fadinha só levou a Carlota a mais um lugar, ao correio dos sonhos! Era
um lugar muito organizado, então quem trabalhava lá eram os duendes. Eles
colocavam os sonhos ou às vezes os pesadelos numa caixinha que era logo enviada
para a cabeça de cada pessoa. Mas a Carlota era tão atrapalhada que espalhou as
caixas todas e criou uma confusão, os duendes que eram tão organizados
começaram a gritar, mas a fada chamou o dono da fábrica, o grande Pai dos Sonhos
que era o irmão do Pai Natal, e este, num piscar de olhos com a sua magia,
organizou as caixas. A linda menina muito tímida pediu desculpa pelos incómodos
causados ao Pai dos Sonhos e agradeceu também a visita. Voltou então muito
devagar e a tentar não fazer mais estragos para a receção e pediu um comboio
para levá-la para casa.
Em três minutos o comboio apareceu e a menina
despediu-se de todos e sem ninguém reparar ela levou um pouco de pó mágico que
tinha agarrado quando foi ao refeitório, porque, já que não ia voltar lá, tinha
que levar alguma recordação. Entrou por fim no comboio.
A viagem já tinha acabado, então
abriu o armário e voltou para o quarto, mas antes de tudo pegou no pó mágico e
colocou-o num frasquinho à beira da mesinha de cabeceira. Quando olhou viu que
ainda era de manhã, e passado uns minutos a mãe foi acordá-la e perguntou-lhe o
que era aquilo que estava dentro do frasco, a Carlota pensou rápido e disse que
aquilo era só areia...
Catarina Zanatto 6ºC (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")
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