segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma Aventura na Fábrica dos Sonhos

Era segunda feira, o dia amanhecera com quentes raios de sol e o céu estava claro, de um tom azul bebé.
Era dia de aulas então Carlota levantou-se da cama e foi comer, Carlota era muito bonita, tinha longos cabelos louros e olhos azuis. Cumprimentou a mãe, comeu , subiu as escadas e voltou ao quarto para vestir-se.
Quando chegou ao quarto, a Carlota abriu o armário e de repente uma grande luz apareceu, ela muito espantada começou a chamar a mãe, mas esta encontrava-se a cozinhar e por isso não ouviu a sua filha. Carlota, porém, foi puxada pela luz para dentro do armário, muito assustada fechou os olhos e esperou chegar ao destino.
Foi uma viagem muito turbulenta, mas quando a menina abriu os olhos, uma grande placa indicava o caminho para a Fábrica dos Sonhos. Ela estava a achar tudo aquilo muito estranho, mas muito corajosa decidiu seguir o caminho! Enquanto a linda menina caminhava, apareceu um duende muito pequenino de cor verde água e com um grande chapéu laranja com muitos sininhos.
-Olá eu sou o Sinos Nos Pés, e acabaste de chegar à magnífica, mais linda, maior e única fábrica dos sonhos!
Carlota tinha já oito anos, mas ainda acreditava no Pai Natal, em unicórnios, sereias e muitos mais seres míticos. Por isso não achou nem um pouco estranho a presença de um duende.
-Olá eu sou a Carlota, e que bonita fábrica. Será que me podia fazer uma visita guiada?
Claro que sim!-afirmou o duende.
Então entraram no elevador e chegaram à entrada da fábrica, que também era a receção. Lá encontravam-se muitos fofinhos ursos… alguns trabalhavam como rececionistas e outros levavam as caixas com a lista dos sonhos para a sala de comando. De seguida apareceu uma fada muito bonita com asas rosa, chamada Aurora, que disse à Carlota que ela é que lhe iria mostrar a fábrica, então a menina despediu-se do amigo duende e foi com a fada descobrir tudo sobre a fábrica.
Em primeiro lugar a fada levou a menina a uma pequena sala, onde havia apenas livros, então a Aurora pegou um livro que estava pousado numa estante e apareceu uma misteriosa porta! Muito entusiasmada, e sem medo algum entrou na tal porta. Chegaram a uma sala com muitos computadores, onde a fada explicou que aquilo servia para verem o dia de cada pessoa. Mas a Carlota, sempre muito curiosa, começou a mexer nos computadores sem a fada dar por isso, quando a fada reparou o alarme já estava a tocar. Logo a Carlota parou de brincar nos computadores e começou a assobiar a fingir que nada se tinha passado.
Seguiram o caminho e foram para uma enorme sala muito decorada, a Carlota não queria sair de lá pois nesse sítio encontravam-se o resto das fadas, elas é que faziam os sonhos mais belos, doces e fofos. Mas do outro lado da sala encontravam-se os horríveis Ogres, que estavam responsáveis pelos pesadelos! Dessa parte a menina não gostou nada, e sentiu com tanto medo que quase escorregava na baba de um dos Ogres.
-Que tal continuarmos a visita... – murmurou ao ouvido da fadinha.
A Aurora riu-se por uns momentos mas foi continuar a visita. De seguida foram ao refeitório, onde todos os trabalhadores comiam, mas não era um refeitório normal. Cada trabalhador podia comer o que quisesse pois a Mãe Natal ia lá todos os dia e deixava pó mágico, assim cada um escolhia a sua própria comida! O refeitório era muito espaçoso, de várias cores e para saber-se se eram verdadeiros trabalhadores da fábrica tinham de passar um cartão.
-Há quem finja trabalhar aqui?-perguntou indignada a menina.
-Sim, já houve vários casos desses. Por isso decidimos fazer isto!-explicou a fada.
Mas já estava a ficar tarde, então a querida fadinha só levou a Carlota a mais um lugar, ao correio dos sonhos! Era um lugar muito organizado, então quem trabalhava lá eram os duendes. Eles colocavam os sonhos ou às vezes os pesadelos numa caixinha que era logo enviada para a cabeça de cada pessoa. Mas a Carlota era tão atrapalhada que espalhou as caixas todas e criou uma confusão, os duendes que eram tão organizados começaram a gritar, mas a fada chamou o dono da fábrica, o grande Pai dos Sonhos que era o irmão do Pai Natal, e este, num piscar de olhos com a sua magia, organizou as caixas. A linda menina muito tímida pediu desculpa pelos incómodos causados ao Pai dos Sonhos e agradeceu também a visita. Voltou então muito devagar e a tentar não fazer mais estragos para a receção e pediu um comboio para levá-la para casa.
 Em três minutos o comboio apareceu e a menina despediu-se de todos e sem ninguém reparar ela levou um pouco de pó mágico que tinha agarrado quando foi ao refeitório, porque, já que não ia voltar lá, tinha que levar alguma recordação. Entrou por fim no comboio.
A viagem já tinha acabado, então abriu o armário e voltou para o quarto, mas antes de tudo pegou no pó mágico e colocou-o num frasquinho à beira da mesinha de cabeceira. Quando olhou viu que ainda era de manhã, e passado uns minutos a mãe foi acordá-la e perguntou-lhe o que era aquilo que estava dentro do frasco, a Carlota pensou rápido e disse que aquilo era só areia...                                                                              
  
Catarina Zanatto   6ºC (Concurso "Uma Aventura Literária...2016")

                                                        

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